Aviação

Vídeo: Congonhas passa por transformação histórica e quer elevar a experiência do passageiro

O Aeroporto de Congonhas (CGH), em São Paulo, vive um momento decisivo de sua história. Um amplo projeto de ampliação e modernização está em andamento e promete mudar de forma profunda a experiência de quem passa pelo principal aeroporto doméstico do país. A proposta é transformar Congonhas em um terminal mais seguro, eficiente, sustentável e alinhado ao papel estratégico que exerce na mobilidade urbana de São Paulo.

As mudanças já podem ser percebidas em diversas áreas, enquanto outras avançam simultaneamente em obras que redesenham toda a jornada do passageiro. O terminal de passageiros, por exemplo, será praticamente triplicado, passando de 45 mil para 105 mil metros quadrados. O novo espaço trará mais conforto, melhor circulação e uma sensação de fluidez muito maior, especialmente nos horários de maior movimento.

A área de segurança também passará por uma revolução importante. Serão 17 canais de inspeção por raio-X, com a meta de que a maioria dos passageiros atravesse esse processo em até cinco minutos. A redução de filas e o ganho de previsibilidade tornam a experiência mais tranquila e menos estressante, um ponto sensível para quem utiliza Congonhas com frequência.

Outro avanço relevante está no embarque. O novo projeto prevê 19 posições com pontes de acesso às aeronaves, permitindo que cerca de 70% dos embarques sejam feitos diretamente pelo terminal. Isso significa mais conforto, mais acessibilidade e menos exposição a condições climáticas, além de contribuir para operações mais pontuais.

A integração com a cidade também ganha protagonismo. De acordo com a Aena, administradora do aeroporto, a partir de março de 2026 Congonhas contará com uma estação da Linha 17-Ouro do metrô dentro do próprio aeroporto. A conexão direta com o transporte público, táxis, aplicativos e o edifício garagem transforma o terminal em um verdadeiro hub de mobilidade urbana, reduzindo o tempo de deslocamento e facilitando a vida de moradores e visitantes.

Veja como vai ficar o Novo Congonhas
Crédito: Aena

No lado operacional, o projeto traz melhorias significativas nas pistas e no pátio de aeronaves, com novas áreas de escape, saídas rápidas e reorganização de hangares. Essas intervenções elevam os níveis de segurança e eficiência, fundamentais para um aeroporto que opera no limite de sua capacidade há anos. A ampliação das posições de estacionamento de aeronaves, de 30 para 37, permitirá receber modelos como Embraer E2, Boeing 737 MAX e Airbus A321, mais silenciosos e sustentáveis.

A sustentabilidade é um eixo central do Novo Congonhas. O projeto incorpora o uso de energia limpa, redução das emissões de CO₂, frota de ônibus eletrificada, fornecimento de energia 400 Hz para aeronaves em solo e sistemas de tratamento e reuso de água. A modernização busca equilibrar crescimento e responsabilidade ambiental, alinhando o aeroporto às melhores práticas internacionais.

Além da infraestrutura, Congonhas se prepara para oferecer muito mais serviços. Serão mais de 20 mil metros quadrados dedicados a áreas comerciais, com novas lojas, restaurantes, salas VIP e espaços corporativos. A ideia é transformar o aeroporto em um ambiente mais completo, funcional e agradável, mesmo para quem faz viagens rápidas ou conexões curtas.

O novo terminal também já nasce preparado para a retomada de voos internacionais, reconectando São Paulo a importantes destinos da América do Sul. Com isso, Congonhas reforça seu papel estratégico não apenas para a cidade, mas para toda a aviação brasileira.

São Paulo caminha para ter, finalmente, o aeroporto que precisa — e que merece.