AMBAAR quer transformar sala VIP em experiência urbana
O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, foi cenário de um evento na última semana de janeiro, que ajuda a entender para onde caminha o mercado de salas VIP no Brasil. Durante o Sunset Urbano, realizado na nova sala AMBAAR Club, o PRONTO PRA VIAJAR conversou mais uma vez com Bernardo Claro da Fonseca, CEO do AMBAAR Group, que apresentou a visão da empresa para transformar espaços aeroportuários em ambientes de experiência, e não apenas de espera.
Para o executivo, a sala VIP deixou de ser um local funcional e passou a ter um papel emocional na jornada do passageiro. A ideia, segundo ele, é fazer o viajante esquecer que está em um aeroporto. “Se a pessoa entra aqui e sente que saiu do ambiente do terminal, que teve um momento só dela antes do voo, a experiência já funcionou”, afirma.

Essa lógica ajuda a explicar por que a AMBAAR evita replicar modelos padronizados entre aeroportos. Embora exista um framework operacional global, cada sala é pensada de forma local, considerando o perfil do passageiro e o contexto do destino. “Não faz sentido oferecer a mesma experiência em São Paulo, Fortaleza ou Lisboa. O conceito é o mesmo, mas a execução precisa conversar com a cultura do lugar”, diz Bernardo.
Em Congonhas, essa proposta se materializa em uma operação que cresce rapidamente. Somadas, as salas operadas pela AMBAAR em Congonhas (Sala Bradesco e AMBAAR Club) já atendem mais de 3 mil passageiros por dia, com crescimento médio mensal em torno de 34%. O aumento da demanda exige ajustes constantes na estrutura, na equipe e nos processos, sempre com o cuidado de não comprometer a qualidade do serviço. Para o CEO, escala só faz sentido quando acompanha eficiência. “A gente não trabalha por market share, trabalha por rentabilidade. Se o motor econômico não fecha, não faz sentido estar ali”.
A tecnologia tem papel central nesse modelo. A operação conta com um centro de controle que monitora, em tempo real, ocupação, filas, fluxo de clientes e funcionamento de áreas críticas. Sistemas com inteligência artificial auxiliam a antecipar gargalos, acionando reforço de equipe antes que o desconforto do passageiro apareça. “Se a fila começa a crescer, o sistema avisa. A ideia é resolver o problema antes que ele vire uma experiência negativa”, explica.
Congonhas, segundo Bernardo, é um ativo estratégico para a companhia. O aeroporto está entre os mais movimentados do país e concentra um público frequente, exigente e altamente sensível à experiência. “Sempre olhamos para os principais aeroportos da ANAC. É o volume de passageiros que sustenta a operação, e Congonhas é absolutamente central nesse plano”.
Atualmente, o AMBAAR Group atua em países como Brasil, Peru, Portugal, Espanha e França e mantém projetos simultâneos em desenvolvimento. Mesmo com crescimento acelerado (mais de 400% em volume de passageiros nos últimos anos), a empresa afirma que o foco agora é consolidar processos e manter a consistência do serviço. “Crescer por crescer não adianta. A experiência do cliente depende diretamente da experiência do nosso pessoal”, reforça o executivo.
Sunset Urbano
O Sunset Urbano na AMBAAR Club de Congonhas foi uma ativação especial que transformou a sala em um lounge cultural e sensorial. Em parceria com o Priority Pass, a iniciativa levou DJ ao vivo, drinks especiais, açaí e experiências fotográficas para dentro da sala VIP, impactando cerca de mil viajantes. A proposta foi ressignificar o tempo de espera no aeroporto, integrando hospitalidade, estética contemporânea e lifestyle urbano à jornada do passageiro, em um formato pensado para acolher, surpreender e criar uma pausa qualificada antes do embarque.




O evento, nesse contexto, funcionou como uma vitrine da estratégia da marca: menos clima de aeroporto, mais vivência. Um movimento que aponta para uma nova lógica no mercado de salas VIP, em que o entretenimento e a eficiência passam a dividir esse mesmo espaço e o passageiro deixa de ser apenas alguém em trânsito.
