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Confins ganha hotel dentro do aeroporto com investimento de R$ 30 milhões

O Aeroporto Internacional de Confins (CNF) – BH Airport, em Minas Gerais, dá um passo inédito na infraestrutura de seu terminal que atende a capital Belo Horizonte e toda a sua região metropolitana. Com inauguração marcada para o próximo dia 24 de fevereiro de 2026, o Ruby Hotel é o primeiro hotel construído integralmente dentro do maior terminal de passageiros do Estado. O empreendimento recebeu investimento de aproximadamente R$ 30 milhões e foi erguido do zero em uma área estratégica, próxima à sala VIP Advantage Lounge do aeroporto. O modelo de negócio é também inédito no grupo, que tem planos ambiciosos para 2026.

A proposta acompanha uma tendência internacional que vem transformando os grandes hubs globais: integrar hospedagem à própria estrutura aeroportuária para eliminar deslocamentos, reduzir estresse e otimizar o tempo do passageiro. Diferente dos hotéis localizados próximos ao aeroporto, o Ruby foi concebido para permitir que o hóspede saia do quarto e esteja no portão de embarque em poucos minutos, sem necessidade de transporte externo.

Divulgação/Grupo Advantage

O projeto mira especialmente passageiros em conexão, viajantes com escalas prolongadas, tripulações e executivos que precisam minimizar imprevistos logísticos. Em um cenário de voos cada vez mais fragmentados, conexões curtas e horários alternativos, eficiência e previsibilidade se tornaram ativos muito valiosos.

À frente do investimento está o Grupo Advt, operadora reconhecida no segmento de hospitalidade aeroportuária. Para Rute Woitechen, CEO da Advantage Lounge, apostar nesse formato em Confins foi uma decisão estratégica alinhada ao novo perfil do viajante.

“Quando o passageiro tem um problema no aeroporto, como um cancelamento, ou fechamento inesperado, a gente quer transformar esse momento ruim em tranquilidade e satisfação. Queremos realmente fazer a diferença dentro do aeroporto”.
Rute Woitechen, CEO da Advantage Lounge

O fato de o hotel estar fisicamente conectado à operação da sala VIP também cria sinergias importantes. O Grupo Advantage entendeu o fluxo do passageiro dentro do aeroporto. Levar a hospedagem para dentro do terminal foi uma extensão natural da proposta da marca.

A decisão de investir no Ruby Hotel nasceu de um processo estruturado. Segundo Rute, o projeto começou a ganhar forma após a abertura da licitação pelo aeroporto. “Depois de muitos estudos, o BH Airport trouxe ao mercado uma licitação e a gente foi analisar. Identificamos realmente uma demanda grande de hospedagem dentro do aeroporto, um negócio novo ali que ainda não existia. E aí pensamos: por que não?”. Para a executiva, a proposta vai além da infraestrutura. “Quando o passageiro tem um problema no aeroporto, a gente gostaria mesmo de trazer uma satisfação para ele num momento que não é tão bom. Às vezes o aeroporto fechou, houve um cancelamento de voo. Vamos tentar trazer uma tranquilidade, um prazer num momento que não foi tão bom na experiência do voo”.

O Ruby Hotel conta com 45 unidades habitacionais, incluindo quartos individuais, acomodações para casais e uma unidade adaptada para pessoas com necessidades especiais. O foco é funcionalidade e conforto para estadias de curta duração, com isolamento acústico, climatização e amenidades inclusas.

Divulgação/Grupo Advantage
Divulgação/Grupo Advantage

Outro diferencial é a oferta de refeições prontas disponíveis 24 horas por dia, solução pensada especialmente para conexões noturnas ou passageiros que enfrentam variações de fuso horário. Em aeroportos, a disponibilidade de alimentação fora do horário comercial é um dos principais desafios operacionais, e o modelo busca preencher essa lacuna.

Divulgação/Grupo Advantage

Decisão tomada com alta responsabilidade e planos futuros

Mesmo sendo o primeiro empreendimento hoteleiro da empresa, a decisão foi assumir a operação diretamente. “Grandes marcas de redes hoteleiras nos procuraram para conduzir o hotel, mas pensamos: não, vamos nós fazer isso. A gente entende de experiência no aeroporto e quer entregar essa vivência também na hospedagem”, afirma. Rute reconhece que o projeto começa agora sua curva de aprendizado, mas reforça o compromisso com evolução contínua. “Talvez a gente não acerte tudo no começo, mas vamos escutar muitos clientes, entender o que eles querem e elevar essa satisfação. Não é um ponto de euforia, é trazer tranquilidade e realmente fazer a diferença dentro do aeroporto.”

Para 2026, os planos são ainda mais ambiciosos: “Temos pelo menos mais R$ 100 milhões em investimentos previstos em salas VIP e alguns aeroportos já nos procuraram para levar a Ruby. Vamos analisar a demanda e, se houver potencial, vamos investir.”