Aviação

Copa Airlines se posiciona para liderar conexões nas Américas

Com mais de 75 anos de atuação global e 25 anos no Brasil, e possuindo um dos hubs mais eficientes das Américas, a Copa Airlines tem apostado alto no país. Em entrevista exclusiva ao PRONTO PRA VIAJAR, Raphael de Lucca, Country Manager da companhia no Brasil, detalha como a empresa tem enfrentado os desafios pós-pandemia, investido em tecnologia e sustentabilidade, e se consolidado como a principal ponte entre o Brasil e destinos estratégicos nas Américas — especialmente o Caribe e a América Central, regiões pouco exploradas por outras companhias aéreas que operam no país.

De Lucca revelou ainda como o premiado “Hub das Américas”, na Cidade do Panamá, vem sendo uma carta na manga para oferecer conexões rápidas e confortáveis aos passageiros brasileiros, sem a necessidade de passar pela imigração em trânsito. E mais: os planos de expansão de rotas, as tendências que devem moldar o setor aéreo nos próximos anos e os bastidores da operação da Copa no país — tudo com a visão estratégica de quem entende que, no setor da aviação, voar bem é só o começo da história.

Confira a entrevista na íntegra:

PPV: Como você avalia o atual cenário do mercado aéreo no Brasil, especialmente quando comparamos com o período anterior à pandemia? Que mudanças significativas a Copa Airlines percebeu no comportamento dos consumidores?

RL: O mercado aéreo brasileiro está em plena recuperação e já mostra sinais de maturidade e transformação. Após a pandemia, notamos um passageiro mais exigente, que valoriza flexibilidade, segurança e conectividade. Na Copa Airlines, vimos um aumento na demanda por destinos que necessitam de conexões — algo que nosso hub no Panamá facilita com excelência. Também percebemos uma retomada mais acelerada no segmento de lazer e um crescimento contínuo no corporativo.

PPV: Qual é o diferencial da Copa Airlines em comparação às suas principais concorrentes que operam a partir do Brasil? Como a empresa se posiciona no cenário regional e internacional?

RL: Nosso principal diferencial é o Hub das Américas, localizado na Cidade do Panamá, que permite conexões rápidas, eficientes e sem a necessidade de imigração. Isso nos permite oferecer uma das melhores malhas aéreas da América Latina, com pontualidade premiada. Somos referência em voos para o Caribe e América Central, regiões menos atendidas por outras companhias no Brasil, além claro de uma crescente operação nos EUA, e mantemos um serviço de bordo consistente, com tarifas competitivas e uma experiência de viagem confortável.

PPV: Quais são os planos da Copa Airlines para expandir suas rotas saindo do Brasil? Quais novas rotas estão sendo estudadas e quais são os critérios estratégicos para definir essas expansões?

RL: Já contamos com operações em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Florianópolis, Porto Alegre e Salvador. Estamos constantemente avaliando novos mercados com base em demanda potencial, conectividade com nosso hub e viabilidade operacional. Nosso foco é conectar mais brasileiros aos destinos do continente americano, com prioridade para cidades com apelo corporativo e turístico.

PPV: O hub da Copa Airlines no Panamá é uma carta na manga dentro da estratégia da empresa. Quais os principais benefícios desse hub para os passageiros brasileiros, e como ele ajuda a conectar destinos na América Latina e além?

RL: O Hub das Américas é realmente um ativo estratégico. Com conexões médias de 1h30, o passageiro brasileiro pode embarcar em São Paulo e chegar ao Caribe, América Central, América do Norte e até cidades da América do Sul com extrema agilidade. Outro ponto importante é que as conexões não exigem retirada de bagagem nem nova passagem pela imigração, tornando a experiência muito mais ágil e confortável ao passageiro.

PPV: Quais inovações a Copa Airlines está implementando atualmente para melhorar a experiência do passageiro, tanto na fase de compra do bilhete quanto no momento da viagem?

RL: Estamos investindo fortemente na digitalização da jornada do cliente, com melhorias constantes em nosso app e site, opções de autoatendimento para que o passageiro tenha real controle sobre sua viagem em suas mãos. A bordo, seguimos aprimorando o entretenimento via Copa Showpass e também revisamos continuamente o serviço de bordo e o conforto da cabine.

PPV: Sustentabilidade é um tema extremamente relevante para as empresas do setor aéreo. Como a Copa Airlines tem lidado com as questões ambientais? Quais iniciativas estão sendo adotadas para enfrentar as severas mudanças climáticas e garantir uma operação mais sustentável e segura?

RL: Temos um compromisso firme com a sustentabilidade. Investimos em renovação de frota com aeronaves mais eficientes, como o Boeing 737 MAX, que consome menos combustível e emite menos CO₂. Além disso, promovemos práticas sustentáveis em solo e em voos, como redução de plásticos de uso único, equipamentos com uso de energia solar e projetos de compensação de carbono.

PPV: Quais tendências você acredita que moldarão o setor aéreo nos próximos anos? De que forma a Copa Airlines está se preparando para essas mudanças, tanto em termos de inovação quanto de novos modelos de negócios?

RL: A digitalização completa da experiência de viagem, a busca por sustentabilidade, a personalização de serviços e a conectividade entre destinos secundários são tendências claras. A Copa está se antecipando a essas mudanças com tecnologia, expansão planejada e foco no passageiro. Nosso modelo de negócios baseado em conectividade regional se alinha bem com esse novo cenário.

PPV: Em relação à gestão de pessoas, como a Copa Airlines tem trabalhado a questão da retenção de talentos em um mercado tão competitivo? Quais são as principais práticas de cultura corporativa que promovem o engajamento dos colaboradores?

RL: Acreditamos que um ambiente de trabalho saudável, oportunidades de crescimento e reconhecimento constante são fundamentais. Promovemos programas internos de desenvolvimento, temos uma cultura corporativa baseada em respeito e colaboração, e mantemos um diálogo próximo com as equipes. Tudo isso nos ajuda a reter talentos e manter um time engajado.

PPV: Como as variações cambiais e o aumento no preço do combustível impactam atualmente a operação da Copa Airlines no Brasil? Quais são as estratégias da empresa para mitigar esses efeitos e obter lucro?

RL: Essas variáveis afetam diretamente a estrutura de custos, especialmente em países como o Brasil. Para mitigar esses impactos, trabalhamos com eficiência operacional, otimização de rotas, estratégias de hedge e planejamento cuidadoso de capacidade. Também buscamos manter uma estrutura de custos enxuta e flexível para nos adaptarmos rapidamente a mudanças econômicas.

PPV: A Copa Airlines tem diversas parcerias estratégicas com outras companhias e programas de milhagem. Quais são os planos para expandir essas colaborações? Existe a possibilidade de novas alianças e acordos no curto ou médio prazo?

RL: Sim, nossas parcerias são um pilar importante da nossa estratégia. Somos membros da Star Alliance, o que nos permite oferecer aos nossos clientes uma malha global com múltiplos benefícios de conectividade e milhagem. Continuamos atentos a oportunidades de acordos bilaterais e codeshare, especialmente com companhias que compartilham nossa visão de excelência e que agreguem valor aos nossos passageiros — seja pela conectividade, seja pela experiência. Recentemente anunciamos nova parceria de code-share com a mexicana Volaris, por exemplo.

PPV: Como você avalia a infraestrutura aeroportuária no Brasil, especialmente nos principais aeroportos onde a Copa Airlines opera? Quais são as principais limitações e oportunidades que você observa?

RL: A infraestrutura aeroportuária no Brasil vem melhorando, especialmente após a concessão de alguns terminais à iniciativa privada. Ainda enfrentamos desafios em alguns aeroportos, principalmente em horários de pico, com limitações de pista ou infraestrutura de solo. Isso pode afetar a pontualidade e a experiência do passageiro. No entanto, reforço que vemos um horizonte de muita evolução nessa perspectiva.

PPV: Qual é a expectativa da Copa Airlines em relação ao futuro do turismo de negócios e de lazer? Existe um foco maior em um desses segmentos no momento?

RL: Observamos uma retomada sólida no turismo de lazer, que inclusive superou níveis pré-pandemia em alguns mercados. Já o turismo de negócios tem voltado de forma mais gradual, mas consistente. Nosso modelo atende bem ambos os públicos: o viajante de lazer busca conveniência e bons preços, e o corporativo valoriza conectividade e pontualidade — dois pilares da nossa operação. Neste momento, nosso foco está equilibrado entre os dois segmentos, mas com uma atenção especial ao Corporativo, onde temos grandes oportunidades.