Salas VIP

“O futuro das salas VIP no Brasil está apenas começando”, diz CEO da Advantage Lounge

O universo das salas VIP nos aeroportos brasileiros vive um momento de expansão acelerada — impulsionado pelo aumento das viagens regionais, pela mudança no comportamento do passageiro e pela busca crescente por conforto e eficiência. Nesse cenário, a Advantage VIP Lounge se consolida como uma das principais referências do setor, apostando em experiência, atendimento de alto padrão e ambientes cuidadosamente planejados.

A empresa se apresenta como a maior rede de salas VIP de aeroportos do Brasil, oferecendo experiências para tornar o tempo de espera no aeroporto o mais confortável e produtivo possível. O grupo está presente em mais de 20 aeroportos no país, com unidades em terminais como Guarulhos (SP), Congonhas (SP), Santos Dumont (RJ), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Natal (RN), Maceió (AL), Joinville (SC), Campo Grande (MS), Foz do Iguaçu (PR), entre outros.

Desde a sua fundação, a trajetória da Advantage VIP Lounge se construiu sobre pilares sólidos de experiência e visão estratégica. Sua fundadora, Rute Woitechen, já trazia uma bagagem de mais de 15 anos no setor de turismo de luxo, o que lhe deu a expertise necessária para lançar, em 2015, a primeira sala da empresa em Curitiba. A partir daí, a marca teve uma sequência de inaugurações expressivas — em Congonhas, Santos Dumont, Foz do Iguaçu e outros aeroportos — ilustrando que sua história não é apenas inspiradora, mas também credenciadora para o crescimento contínuo e sustentável.

Em entrevista exclusiva ao PRONTO PRA VIAJAR, Rute, atualmente CEO da empresa, revelou como a Advantage tem se posicionado diante do novo perfil de viajante, comentou a valorização do Brasil no turismo global e explicou por que as salas VIP deixaram de ser apenas um luxo para se tornarem parte essencial da jornada aérea.

Segundo Rute, a transformação do comportamento do consumidor é um dos pilares dessa mudança. “Hoje em dia as salas VIP são, ao mesmo tempo, necessidade e luxo”, afirma. Para ela, o passageiro moderno busca chegar mais cedo ao aeroporto, trabalhar em um ambiente confortável, se alimentar bem e evitar contratempos. “As pessoas procuram o cartão certo porque o acesso à sala VIP virou um privilégio desejado e valorizado”, afirma.

Detalhes pensados na experiência, em Belo Horizonte (MG)

Esse movimento vem acompanhado de uma mudança clara no perfil de quem ocupa esses espaços. Se antes o fluxo era concentrado em férias e alta temporada, hoje o comportamento é outro. “O público está o tempo todo no aeroporto”, diz a CEO. O home office, segundo ela, ampliou a mobilidade: “O corporativo perdeu espaço, e isso nos levou a criar a área “+” (Plus), um ambiente mais calmo e adequado para quem precisa trabalhar ou fazer reuniões”.

A expansão das viagens regionais também é vista com entusiasmo. “Só 20 milhões de brasileiros viajam de avião num país com mais de 250 milhões de habitantes”, lembra Rute. Para ela, a ampliação das rotas domésticas é decisiva: “Acredito que o crescimento dos voos regionais vai trazer muito mais gente para o universo das viagens, e isso impulsiona diretamente o setor de salas VIP”.

Dentro das unidades da Advantage VIP Lounge, cada detalhe é pensado para criar uma experiência positiva — desde o mobiliário até as cores dos ambientes. “Nos preocupamos com tudo: o conforto, a marcenaria, a segurança, o atendimento, a alimentação. Não adianta ter o benefício do cartão e encontrar um serviço que não seja de qualidade”, destaca. Essa atenção minuciosa é o que, segundo ela, fideliza o passageiro: “Quando ele lembra de você, é porque você já o conquistou”.

Lounge em Campo Grande (MS)

Sobre investimentos, Rute é categórica: “Tudo que investimos tem impacto positivo. Um cliente satisfeito é um cliente que volta”. Isso inclui melhorias em internet, alimentação de qualidade, treinamento de equipes e infraestrutura. Ela explica que muitos passageiros chegam antes ao aeroporto justamente para aproveitar o ambiente das salas VIP — principalmente em localidades onde o trânsito pode ser imprevisível.

A tecnologia também tem papel essencial na jornada. “Hoje, tempo é luxo”, reforça. Por isso, a empresa investe em informação e digitalização do acesso: “Queremos evitar qualquer aborrecimento e tornar a entrada mais rápida. Incentivamos o uso do aplicativo e do QR Code, e investimos forte em divulgação para que o cliente entenda seus benefícios”.

A busca por novas parcerias acompanha o crescimento do setor. “Somos muito procurados por novos players, bancos digitais e instituições financeiras que querem oferecer o benefício da sala VIP”, afirma. Rute destaca que esse tipo de vantagem ainda funciona como forte ferramenta de marketing para os bancos: “Muitas pessoas nem viajam, mas fazem questão de ter um cartão que ofereça acesso à sala VIP”.

Com o mercado aquecido, a empresa olha para o futuro com ambição. “Existe sim a intenção de expandir nossos serviços”, confirma a CEO. Entre os planos está o desenvolvimento de um hotel próprio do grupo, pensado para ampliar a experiência do viajante: “Queremos que o cliente possa ter, além da sala VIP, a hospedagem com o mesmo padrão de qualidade”.

Uma das unidades do Aeroporto Santos Dumont (RJ)

E sobre o turismo brasileiro, Rute foi otimista: “O brasileiro busca cada vez mais experiência e saúde mental, e viajar ajuda muito nisso”. Ela destaca a valorização crescente do país: “O Brasil tem um campo enorme para investimentos e vai se sair muito bem nos próximos anos”.

Os desafios, porém, existem. As flutuações cambiais, o custo elevado dos espaços aeroportuários e a complexidade operacional são pontos sensíveis. “O valor por metro quadrado cresceu de forma absurda nos últimos anos”, relata. Mas ela reforça que a estrutura sólida da empresa é o que mantém o crescimento: “Quando você cuida de todos os lados — comercial, financeiro e operacional — consegue atravessar qualquer instabilidade”.

A visão que move a Advantage VIP Lounge, segundo sua CEO, é simples e poderosa: entregar experiência. “A experiência é tudo. Causar uma experiência negativa não é uma opção para nós”. E, diante de um público cada vez mais exigente, fica claro que o futuro das salas VIP no Brasil está apenas começando.

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